O nosso blog foi criado com intuito de falar sobre educação.

Somos estudantes de Pedagogia e estamos adentrando nesse mundo fantástico que cerca o ser humano - o mundo do conhecimento.

E por falar em conhecimento, não podemos esquecer que estamos em plena era digital. Portanto, aqui damos nossos primeiros passos na esfera virtual.

Assim, vamos nós!





Educação Infantil

Educação Infantil é o Início de Uma Grande Conquista
Alguns pais e responsáveis nao levam à sério essa esfera da educação, por pensarem lamentavelmente , que seus filhos vão para a escola, apenas , para brincar e comer merenda. Negando a importância que tal fase da vida tem por ser o momento inicial  em que as crianças saem do convívio familiar para estar com "estranhos". E, justamente, com "estranhos" que elas dão seus primeiros passos à socialização , à colaboração, à amizade e à atividades que as tornam mais capazes.
Uma boa Educação Infantil pode ser o diferencial entre os futuros cidadãos e profissionais do nosso mundo.
Pensem nisso !
(Postado por Priscila)


Brincar é coisa séria.

Apesar de pais e educadores concordarem que se aprende mais brincando e jogando, costumam se esquecer de eleger as brincadeiras como prioridade no dia a dia das crianças.
O ato é tão necessário para os pequenos quanto comer, respirar e se movimentar.
Os pais reconhecem o valor dessa questão, mas se recusam a pagar para que seus filhos brinquem. Eles preferem gastar tempo e dinheiro em aulas de inglês, judô, kumon etc. do que criarem oportunidades e abrir espaço na agenda dos filhos para que simplesmente brinquem.
Os professores se esquecem de como se brinca e passam anos estudando teorias de aprendizagem que, dificilmente, podem ser aplicadas na valorização da brincadeira. Muitas vezes, eles até buscam prática e formação em cursos, entretanto 75% dessas propostas só apresentam teorias que acabam não tendo espaço no cotidiano nem se encaixando nos extensos currículos que precisam ser cumpridos.
As escolas sabem que precisam mostrar conteúdo aos pais mais do que provar valores de aprendizagem natural dos filhos. Exibir grandes quantidades de folhas, cadernos e apostilas é mais fácil do que propor reflexões sobre um tema tão essencial e , ao mesmo tempo, tão subjetivo.
As crianças estão perdendo a referência e não sabem como organizar seu pensar de forma livre, fantasiosa e representativa sem auxílio de instrumentos eletrônicos e condicionantes. Vêem na escola o único espaço de encontro e o único lugar com um tempo (por menor que seja) destinado ao brincar.
Até quando vamos nos omitir e permitir essa situação? Chegou a hora de transcender a percepção e fazer valer esse direito da criança. É preciso superar as barreiras que nós mesmos criamos para coagir e “otimizar” o desenvolvimento infantil sem barulho e bagunça, começando na divulgação e aplicação das brincadeiras de rua, na retomada da confecção caseira de brinquedos e, principalmente, na criação de espaços e oportunidades onde os pequenos possam se encontrar, ter acesso  a materiais variados e brincar.
(postado por Simone)

EDUCAÇÃO INFANTIL, UM GRANDE DESAFIO: EDUCAR E CUIDAR ANDAM JUNTOS.

As creches e pré-escolas surgiram a partir das mudanças políticas, sociais e econômicas sofridas pela sociedade. Com essa nova reestruturação social, a mulher entra no mercado de trabalho, assumindo um novo papel e tendo que delegar a função de cuidar dos filhos a outras pessoas e instituições enquanto permanecem no local de trabalho. Apesar do surgimento desorganizado dessas instituições, ao longo do tempo, a educação de crianças pequenas vem sofrendo fortes influências de intelectuais das áreas da educação, psicologia e sociologia que têm pensado a educação infantil de outra forma, como espaço educacional onde através das interações entre os sujeitos e os espaços haja a construção do conhecimento, e o cuidar e o educar estejam sempre atrelados.
“Afirma DIDONET que não há conteúdo na creche desvinculado do gesto de cuidar. Não há um ensino, ou conhecimento ou hábito, que utilize uma via diferente da atenção afetuosa alegre, disponível e promotora da autonomia da criança. Os conteúdos educativos da proposta pedagógica (da creche), não são objetos abstratos, de conhecimentos desvinculados de situações de vida, nem são elaborados pela criança pela via de transmissão oral, de ensino formal. Em vez disso, são interiorizados como construção da criança em um processo interativo com os outros que entram em jogo a iniciativa, a ação, a reação, pergunta e dúvida, a busca de entendimento.” (apud COSTA, 2010: 62)

A grande preocupação dos profissionais dessa etapa inicial da educação é o cuidar, pois lidam com crianças pequenas e muita das vezes essa inquietação faz com que queiram substituir o papel da família na vida da criança. O cuidar nessa perspectiva está relacionado as atividades voltadas para os cuidados primários: higiene, sono e alimentação, entretanto, cuidar verdadeiramente de uma criança é proporcioná-la ambientes seguros, alegres, acolhedores, instigadores com adultos capacitados que promovam experiências desafiadoras e atividades adequadas cada faixa-etária. Nesta perspectiva o cuidar inclui a preocupação com a organização dos horários de funcionamento da creche para que atendam às necessidades dos pais, em relação a jornada de trabalho, passando pela organização do espaço, pela atenção aos materiais oferecidos às crianças que devem ser adequados a cada idade e até mesmo pelo  o olhar individual que o profissional deve ter com cada criança, respeitando suas características pessoais , o seu ritmo e suas escolhas de estar ou não em grupo.
Quando se define os cuidados com a criança de maneira mais abrangente, percebe-se que cuidar e educar são indissociáveis de um projeto educativo para criança pequena. Cuidar e educar andam juntos nessa etapa da vida das crianças, não devendo haver momento certo e conteúdos específicos para serem abordados, pois o processo de educar é fazer com que a criança passe a participar de uma experiência cultural que é própria de seu grupo social, ou seja, a todo momento através das interações com as pessoas e com as coisas do mundo, a criança é levada a atribuir significados àquilo que a cerca.
Considerando que a educação infantil envolve simultaneamente cuidar e educar muitas transformações vai ocorrendo dentro de sua estrutura, resultando em conseqüências profundas no modo de organizar as experiências que ocorrem nas instituições dessa etapa da educação, fazendo com que elas se desvinculem da figura de substitutas das famílias, mas também que sejam regidas de maneira diferente das escolas voltadas para crianças maiores de sete anos.
Essas transformações que vem ocorrendo no interior das estruturas das propostas pedagógicas fazem com que seja necessária a elaboração de um currículo, entretanto o currículo de educação infantil não pode valorizar apenas o conhecimento pré-determinado, como o domínio das informações ou desenvolvimento do raciocínio, pois a vivência da criança na escola infantil é muito mais completa e complexa. A elaboração do currículo deve considerar a bagagem de conhecimento e a experiência de todos os sujeitos envolvidos no processo no espaço escolar, pois o conhecimento se dá em meio aos diversos tipos de experiências que o indivíduo tem ao longo da vida. A organização curricular deve estar atenta as particularidades de cada aluno, pois o currículo não deve ser construído de maneira fechada, ao contrário, o currículo deve ser considerado um projeto coletivo, uma obra aberta e criativa e apropriado para cada situação da dinâmica do cotidiano escolar.
“Construir uma proposta pedagógica implica a opção por uma organização curricular que seja um elemento mediador fundamental da relação entre a realidade cotidiana da criança – as concepções, os valores e os desejos, as necessidades e os conflitos vividos em seu meio próximo – e a realidade social mais ampla, como outros conceitos, valores e visões de mundo. Envolve elaborar um discurso que potencialize mudanças, que oriente rotas. Em outras palavras, envolve concretizar um currículo para as crianças.” (OLIVEIRA, 2008, p. 169)

Um currículo voltado para o desenvolvimento integral deve ser elaborado partindo das vivências dos profissionais que atuam nas salas de aula, pois eles percebem de perto a necessidade de seus alunos, é também necessário que haja uma parceria com a família, pois a família pode contribuir apontando as características da criança e das relações que estabelece fora do espaço escolar. No momento em que o currículo é construído de forma democrática, com a participação de todos os envolvidos no processo de construção do conhecimento, há a valorização de tudo aquilo que é construído pela criança, seus diferentes modos de pensar mediante uma situação, o desenvolvimento da sensibilidade, suas escolhas, suas conquistas em relação ao seu corpo, promovendo assim, a construção da autonomia e a superação de desafios.
“Desta forma, a organização curricular abre mão de um ambiente de silêncio e obediência e concretiza situações nas quais as crianças se mostram exploradoras e são reconhecidas como interelocutoras inteligentes que constroem argumentos no confronto com situações estimulantes. Isso envolve respeitar ritmos, desejos e características do pensamento infantil.” (OLIVEIRA, 2008, p. 51)
Para que a educação infantil cumpra a função de cuidar-educar estabelecida na Lei de Diretrizes e Bases da Educação é necessário que sua organização curricular garanta a diversidade e a igualdade de oportunidades, que acolha os diversos tipos de formas de trabalho, não tentando padronizar todas as crianças numa forma e compará-las a todo o momento, valorizando apenas um tipo de conhecimento, mas que seja um espaço escolar que respeite suas características, suas diferenças, sua individualidade, escutando e valorizando a diversidade de opiniões que surgem acerca do conhecimento construído através das diversas relações sociais, desta forma estará cumprindo o seu papel de cuidar e educar.


(Postado por Márcia)